| |
Chumbo é 'herança' de gasolina antiga
O professor Mario Julio Ávila-Campos, coordenador de pós graduação do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da USP, lembra que a alta concentração de chumbo nos solos paulistanos pode ser “herança maldita” da antiga gasolina utilizada nos veículos, quando ainda era permitido usar a substância nos combustíveis. O professor cita ainda mais uma prova de que os carros são os grandes responsáveis pela dispersão dos metais. “As baterias dos carros são feitas com metais-pesados, o que pode justificar a dispersão”, explicou. Segundo ele, uma outra sequela provocada pelo excesso é a resistência ao tratamento. “Os micro-organismos que ganham resistência aos metais são os mesmos que ficam resistentes aos antibióticos. Esses metais costumam ser usados em pesticidas e germicidas e podem chegar ao homem”, explica. “Isso só é percebido quando, na hora do tratamento de alguma doença, o antibiótico não faz efeito.” A pesquisadora do ICB, Viviane Nakano, lembra que os metais também estão em excesso nos celulares, pilhas, baterias e tinta de cabelo.
|