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Sarney 'tira o corpo' e abre caminho para ação tucana
O desfecho da sessão de ontem, no Senado, quando foi criada a CPI da Petrobrás, teve o aval explícito do presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP). Mas se Sarney é o “pai” do fato consumado, a “mãe” é briga política entre PSDB e DEM, destravada com a decisão dos democratas de apoiar o ex-presidente para o comando do Senado, em fevereiro.
A rusga na oposição cresceu com o debate interno sobre a criação da CPI da Petrobrás: o DEM, liderado por Agripino Maia (RN), é contra a instalação imediata da comissão, enquanto a maioria dos tucanos tem pressa de abrir a investigação. Não foi por acaso que Sarney deu sinal verde a seu primeiro vice, Marconi Perillo (PSDB-GO), para que assumisse a presidência da sessão e fizesse a leitura do requerimento da CPI.
Acossada pela avalanche de denúncias de irregularidades no Senado, a cúpula do PMDB culpa o PT e alas do Planalto pelos prejuízos à imagem do Congresso e do partido. Sarney avisou ao Planalto que não ficaria no meio da briga pela instalação da CPI.
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