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Suborno foi armação, diz Dantas
Ele acusou Protógenes de escuta ilegal e adulteração nos arquivos de gravações para incriminá-lo
O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, acusou o delegado Protógenes Queiroz de escutas ilegais na Operação Satiagraha e adulteração de diálogos grampeados com autorização judicial. Munido de 4 laudos, disse que o ex-chefe da operação que o levou à cadeia ‘armou’ gravação de suborno, com objetivo de incriminá-lo.
Protegido por habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, que lhe dava direito de ficar calado, Dantas falou por 6 horas na CPI dos Grampos, mas só o que quis.
Com um dos laudos - assinado pelo perito Ricardo Molina, da Unicamp -, o banqueiro sustentou não ter havido suposto flagrante de suborno de US$ 1 milhão a um delegado da PF na Satiagraha.
Dantas foi condenado pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal, a dez anos de prisão por corrupção ativa. Segundo denúncia do Ministério Público, o banqueiro usou Humberto Braz para tentar subornar o delegado Victor Hugo Ferreira. “Isso é armação. Esse crime não houve”, disse Dantas. No laudo, Molina afirmou que a voz no suborno não é de Braz.
Para a oposição, o banqueiro deu recados ao governo e à Polícia Federal, segundo a oposição. Na base aliada, a pressão é para que a CPI seja “enterrada”.
SATIAGRAHA
8/7/2008 - A Polícia Federal deflagra Operação Satiagraha e prende banqueiro Daniel Dantas e 16 acusados de crimes financeiros
10/7 - Dantas é solto após habeas corpus do presidente do STF, Gilmar Mendes, que criticou a ‘espetacularização’ da PF e o uso de algemas. 10 horas depois, o juiz Fausto De Sanctis decreta prisão preventiva e Dantas volta à cadeia
18/7 - O delegado Protógenes Queiroz deixa chefia da operação
23/7 - PF indicia 13 por crimes financeiros e chama Dantas de ‘capo’ da organização criminosa.
13/8 - O STF edita súmula restringindo o uso de algemas
2/12/2008 - Dantas é condenado a 10 anos de prisão por corrupção, acusado de tentar subornar delegado federal, com US$ 1 milhão, para se livrar da Satiagraha
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