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Lei não vale na Galeria Nova Barão
A 10 quilômetros da Cidade Universitária, no centro, outro refúgio da Lei Cidade Limpa está praticamente intacto. Na Galeria Nova Barão, que aos desavisados mais parece um minicalçadão, as fachadas das lojas brigam pela atenção dos clientes. A galeria liga a Rua Barão de Itapetininga à Rua Sete de Abril. Por ser, um imóvel particular, a lei não tem validade ali.
Em frente a uma das joalherias, uma faixa vermelha anuncia uma promoção. “Tenho certeza de que é isso que me ajuda a pagar as contas”, disse a proprietária Lílian Longo Guerrero. Ela e a família trabalham no ramo de joias (e no mesmo lugar) há 47 anos e agora estão sofrendo com mais uma crise econômica.
Logo que a Lei Cidade Limpa entrou em vigor, os próprios lojistas acharam que teriam que se adequar, já que as fachadas estavam voltadas para a rua. Até hoje há entre alguns comerciantes essa desconfiança. Uma loja de moda masculina está fazendo uma placa nova, segundo a Cidade Limpa.
O administrador da galeria, Carlos Garabet, embora seja um crítico da Cidade Limpa, mudou a fachada de sua loja de calçados para “dar o exemplo”. “Algumas (placas) são muito exageradas e acabam prejudicando a visibilidade de outros estabelecimentos”, disse. Mas Garabet faz questão de ressaltar que ali a legislação não pode ser aplicada por ser particular. “Limpar a cidade é desemplacar? É fácil dar uma ordem quando quem tem que se mexer são as pessoas não o poder público.”
Garabet alega que a Nova Barão, mesmo não sendo alvo da lei, é muito limpa. A galeria é mantida com o condomínio mensal de R$ 110 mil,pago por 147 lojas, 147 escritórios e 92 residências.
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