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Um novo hospital ainda é projeto
LAIS CATTASSINI, lais.cattassini@grupoestado.com.br
Fechado em 15 de janeiro, o Hospital Doutor Arthur Alberto Nardy, localizado próximo ao centro de Biritiba Mirim, era pouco equipado. Sua estrutura não possibilitava a realização de cirurgias simples. Até mesmo partos eram proibidos. A situação caótica fez com que o atual prefeito, Carlos Alberto Taino Júnior (PSDB), decidisse interditar o local.
As portas de vidro foram amarradas com barbante. Cartazes escritos à mão indicam aos pacientes o que fazer: a solução é procurar um dos três postos de saúde da cidade, que também não estão preparados para procedimentos complicados. “Foi preciso fechar um hospital para haver a possibilidade de construção de um novo”, disse Beatriz Deodoro Prata, do Conselho de Saúde da cidade.
Apenas no papel
Mas o novo estabelecimento de saúde ainda é projeto. Segundo a prefeitura de Biritiba, a obra custaria pouco mais de R$ 1,4 milhão. A reforma do hospital antigo custaria seis vezes mais e, ainda assim, não haveria possibilidade de realizar procedimentos complicados.
De acordo com Taino Júnior, o projeto já foi apresentado ao governo do Estado. A proposta, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ainda será avaliada e não há nenhuma previsão de resposta. “Estamos confiantes. Me parece que teremos uma boa notícia”, aposta o prefeito.
Os pacientes em estado grave não podem ser atendidos em Biritiba Mirim. Eles são encaminhados em ambulâncias - alugadas e mal equipadas - para a Santa Casa de Mogi das Cruzes e para o Hospital Luzia, também no município vizinho.
“A situação do hospital chegou a um estado realmente sem solução. Estamos fazendo o possível para resolver o problema da melhor maneira possível e o mais rapidamente”, declara o prefeito. Segundo ele, o descaso de anos fez com que o problema chegasse ao ponto que chegou.
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