estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Sábado, 14 fevereiro de 2009   edições anteriores
MUNDO
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Polícia acusa: brasileira mentiu

Policiais dizem que advogada não estava grávida em tortura. Família rebate acusação

A polícia de Zurique diz que a suposta agressão contra a brasileira Paula Oliveira pode não passar de um farsa montada por ela e a possibilidade de que ela tenha cometido automutilação é grande. Numa ofensiva para tentar reverter a imagem da Suíça, políticos, médicos e comandantes da polícia indicaram numa entrevista que a brasileira teria mentido em seu depoimento e não estava grávida no momento do ataque.

A diplomacia brasileira não escondeu sua “perplexidade” com o laudo e afirma que ainda é um “enigma” a razão que teria levado Paula a mentir sobre o momento do aborto.

A consulesa-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, admitiu que Paula apresenta “variações” em suas declarações ao contar o que ocorreu. “Temos de dar um tempo para que Paula tenha suas ideias mais claras”, afirmou a embaixadora.

“Não podemos dizer com 100% de garantia que ela cometeu automutilação. Mas qualquer médico legista experiente estaria convencido de que esse é o caso, diante das evidências que já colhemos”, afirmou o legista Walter Baer, diretor do Instituto Médico Legal de Zurique, uma entidade independente da polícia.

Ainda que não feche as portas para uma eventual confirmação da agressão, o laudo será a base da investigação policial de agora em diante. “Eu ficaria muito surpreso se novos fatos surgissem mostrando outra conclusão”, disse. Para ele, o caso poderia até ser exemplar para a literatura médica e muitos dos padrões de pessoas que cometem esses atos estão repetidos no corpo da brasileira.

Paula afirmou que, na segunda-feira, foi atacada por três skinheads numa estação de trem no subúrbio de Zurique. Depois de ter sido cortada por estiletes e ter a sigla de um partido de extrema direita talhada no corpo, ela disse à polícia que sofreu um aborto no banheiro das estação.

“O que estamos apresentando é uma conclusão provisória, mas segundo a longa experiência dos médicos, é clara a possibilidade de autoflagelação”, afirmou Baer. “A investigação continuará e essa é uma conclusão provisória. Vamos continuar investigando em todas as direções possíveis”, afirmou o médico.

“Com base no primeiro exame, não houve gravidez no momento do suposto acontecimento. E como havia o resultado da inexistência da gravidez, fizemos uma segunda prova de laboratório, que confirmou o primeiro exame”, afirmou Baer. Segundo ele, os vestígios no banheiro onde teria ocorrido o aborto continuarão a ser analisados.

Fontes da família disseram que teriam provas de que ela estava grávida. A polícia ressalta que, no momento da suposta agressão, Paula já não estava esperando gêmeos.

“Uma parte importante das investigações se refere aos cortes e ferimentos”, disseram os policiais. Mas os médicos deixaram claro que ficaram surpresos com o padrão dos ferimentos. “Todas as lesões são muito semelhantes e não são de muita gravidade. A simetria ainda indica que não teria havido resistência no ataque”, disse Baer. “O que foi constatado é que todas as feridas se encontram em regiões do corpo que a vítima alcançaria”.

Segundo Phillip Hotzenkocherie, Comandante da polícia de Zurique, Paula pode ser indiciada criminalmente se forem confirmadas as suspeitas de que ela armou uma farsa. Jamil Chade



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.