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O show do bilhão em Pequim
Pequim abre hoje a 29ª edição das Olimpíadas e promete realizar a mais impactante edição dos Jogos - a China investiu US$ 40 bi na preparação do evento. Quatro bilhões de pessoas irão assistir pela TV à cerimônia
CLÁUDIA TREVISAN, claudia.trevisan@grupoestado.com.br
Pequim - A celebração do glorioso passado da China e do atual renascimento do país depois de dois séculos de turbulência serão os elementos centrais do espetáculo de abertura da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, em Pequim, que prometem ser o mais impactante da história. A partir das 9h de hoje no horário do Brasil (20h na China), 15 mil dançarinos vão cumprir a tarefa de condensar 5 mil anos de história. Artes marciais, fogos de artifício, acrobacias, malabarismo e todos os símbolos associados à China estarão no centro do Ninho de Pássaros, o estádio que abrigará os principais eventos dos Jogos.
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O show de abertura terá uma primeira parte - chamada de “Civilização Esplêndida” -, que será dedicada à longa história chinesa, e outra que destacará a recente emergência do país como uma potência mundial, batizada de “Tempos Magníficos”.
Inventados pela China, os fogos de artifício não serão usados apenas para marcar o fim do espetáculo, mas sim terão papel crucial na narrativa apresentada durante a abertura. Considerado um dos mais importantes artistas plásticos do mundo, o chinês Cai Guoqian dedicou os últimos três anos à concepção da pirotecnia. Segundo ele, as explosões no céu de Pequim vão mostrar imagens que ajudarão a contar as histórias que os dançarinos estarão apresentando no estádio.
O grande mistério do espetáculo de hoje é saber como a pira olímpica será acesa. Milhares de chineses apostam que a tarefa não caberá a uma pessoa real, mas sim a um dos símbolos venerados ao longo da história chinesa, em especial o dragão ou a fênix.
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