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Andréia: desembarque adiado
Família de brasileira que chefiava rede de prostituição em Nova York aguarda seu retorno
Marcelo Auler
Nos seus 48 anos de vida, a costureira Elza Dias Lenke, pela segunda vez vive um drama provocado pela filha primogênita que, outrora foi motivo de orgulho para toda a família. Desde que a filha Andréia, apontada como a testemunha-chave que levou à descoberta do vínculo do governador de Nova York com uma rede de prostituição de luxo, voltou ao noticiário, ela não tem sossego.
Está sem apetite, dorme mal, evita o telefone com medo de grampos e não tem como atravessar o portão do modesto sobrado em que vive com Adriano, seu terceiro marido, no bairro de Jardim Paulistano, em Vila Velha: repórteres, ávidos por informações, dão plantão permanente na casa da família.
Informações que a própria Elza não tem e que fica na expectativa de receber dos mesmos jornalistas que insistem em telefonar para sua residência. Afinal, os contatos com a filha Andréia - presa nos Estados Unidos e às vésperas de ser deportada - são raríssimos.
Houve um telefonema na sexta-feira, em que ela anunciou estar no aeroporto de Nova Iorque se preparando para embarcar, e uma ligação de um amigo dela, no sábado à tarde, transmitindo um recado de que ela acabou não embarcando. Foi em vão.
Não é a primeira vez que Andréia cria esta espécie de problema para a mãe e toda a sua família. Em junho de 2006, um telefonema dado por ela, fez a “ficha cair”, como recorda Lourdes, irmã mais nova de Elza. Pela ligação a família soube de sua prisão.
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