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Segunda-feira, 17 março de 2008   edições anteriores
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  Ex-tricolores decidiram

Kléber e Denílson, formados no São Paulo, marcaram pelo Verdão

Dois jogadores renegados pelo São Paulo foram os protagonistas na partida de ontem. Denilson, que se sentiu rejeitado por não poder usar as instalações do Tricolor para fazer tratamento, e Kléber, atacante negociado com o Dínamo de Kiev,comandaram o Palmeiras na vitória de ontem. Atuaram motivados contra o clube que os revelou para o futebol.

Autor do primeiro gol do Verdão, Kléber também esteve presente no lance mais polêmico do jogo. Deu uma cotovelada em André Dias, que precisou receber sete pontos no supercílio.

Depois disso, com qualidade, conseguiu fazer o primeiro gol contra o time que julga tê-lo mandado embora muito cedo. Kléber admitiu durante a semana ainda ter um pouco de mágoa.Ele acha que o São Paulo o vendeu rapidamente para o Dínamo de Kiev e que, se ficasse mais tempo no Morumbi, poderia ter dado mais lucro ao clube.

Já Denílson, que tantas alegrias deu ao São Paulo, ontem não teve medo de decretar a queda tricolor. Aos 31 minutos do segundo tempo, o atleta pediu para bater a cobrança de pênalti. O jogo estava 1 a 1 e ele sabia que aquele chute poderia decidir a partida. 'Só queria marcar o gol e sair comemorando. E era um pênalti que ia mudar a história do jogo, passou isso pela minha cabeça também.'

Ao fechar com o Palmeiras, no começo de fevereiro, Denilson afirmou que não comemoraria o gol caso marcasse contra sua ex-equipe. Mas logo depois de sua estréia, no dia 16 do mês passado (4 x 0 no Juventus), o jogador de 30 anos mudou de opinião. 'Depois daquela recepção, achei que seria importante comemorar. Fui muito bem recebido aqui.'

Denilson não esconde o carinho que tem pelo São Paulo, clube que o revelou para o futebol brasileiro. 'Depois de dez anos, tive a possibilidade de jogar contra. Estava ansioso para jogar e fiquei mais feliz ainda pelo gol.'

Choro e 'créu'

Apesar do reconhecimento com a equipe tricolor, ele mostra um pouco de mágoa com alguns dirigentes do Morumbi. No ano passado, pediu para fazer um trabalho físico no CT da Barra Funda, mas foi impedido. 'Tive pequenos desentendimentos quando eu mais precisava. O Palmeiras abriu as portas para mim.'

A oportunidade de jogar no Palestra não deu certo em 2007, mas, após um curto período no s EUA, Denilson voltou a treinar no Palmeiras em janeiro. Dias depois, assinou contrato.

Outro que comemorou muito a vitória foi Valdivia. Na última vez em que ele enfrentou o São Paulo (agosto de 2007, em jogo do Campeonato Brasileiro), deixou o campo com dores na costa, após receber uma joelhada de Alex Silva. Ontem, ao marcar o terceiro gol do time, correu em direção aos torcedores palmeirenses com as mãos no olhos, imitando o mesmo choro da comemoração contra o Corinthians. E, em seguida, fez a tradicional dança do créu.



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