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Do palácio ao aeroporto de Congonhas
Das cinco saídas de helicóptero no feriado, uma foi para levar o governador José Serra
A reportagem apurou que no feriado de 7 de Setembro os helicópteros que estavam no hangar da base do Grupamento Águia, no Campo de Marte, em Santana, Zona Norte da Capital, realizaram pelo menos cinco vôos na Cidade. O primeiro se deu pela manhã sobre a Via Anchieta por causa do excesso de veículos que desciam no sentido do Litoral. Foi um sobrevôo par averiguação e prevenção.
No início da tarde, uma equipe do Águia se dirigiu para o Parque do Carmo, na Zona Leste, para combater um incêndio. Horas depois foram chamados para atender uma ocorrência de acidente de trânsito.
'No fim da tarde, um helicóptero decolou em direção ao Palácio dos Bandeirantes (Morumbi, na Zona Sul) e pegou o governador José Serra para levá-lo até o Aeroporto de Congonhas, na mesma região', disse um integrante do Grupamento Águia. À noite, uma aeronave ajudou numa perseguição policial na Marginal do Tietê.
Uso racional
O coronel da reserva José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, defende o transporte de políticos, secretários e autoridades, mas faz uma ressalva: as aeronaves do grupamento aéreo (helicópteros) são viaturas policiais e devem ser utilizadas com essa finalidade. 'É preciso fazer um uso racional das aeronaves da polícia. Elas não podem ser usadas para o conforto da autoridade, mas para uma necessidade de segurança', disse Silva Filho.
Além do governador José Serra (PSBD) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM) também utilizaram os helicópteros do grupamento Águia o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão (16 horas e 42 minutos), e o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Roberto Antonio Diniz (15 horas e 24 minutos), nos quatro primeiros meses deste ano.
Também foram utilizadas 15 horas e 12 minutos para os transporte de 'outras autoridades' ( vice-governador, secretários e chefes da Casa Civil e Militar).
No relatório da Secretaria da Segurança ainda consta uma segunda tabela que mostra o número de uso dos aviões do grupamento Águia . Foram 30 horas e 48 minutos gastos para transportar Diniz, Marzagão e as 'outras autoridades'.
'É preciso saber se as aeronaves do grupamento aéreo da PM estão sendo usadas por autoridades paulistas com finalidades particulares. Se for para vôos a trabalho, vamos procurar saber se há ou não um excesso', disse o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PV).
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