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Sexta-feira, 27 julho de 2007   edições anteriores
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  Postos de gasolina, os próximos alvos

Prefeito pediu levantamento sobre estabelecimentos próximos do aeroporto e promete fechar irregulares

Camilla Haddad e Marcela Spinosa

Os postos de gasolina localizados na região do Aeroporto de Congonhas são os próximos alvos do prefeito Gilberto Kassab. Ele pediu ontem ao Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru) que faça um levantamento mostrando onde ficam, quantos são os estabelecimentos na rota dos aviões e se oferecem risco à população em caso de acidente aéreo.

Os dados serão enviados para a Aeronáutica, que ficará encarregada de avaliar se há perigo de explosões em caso de queda de aeronave. O prefeito quer saber ainda se será preciso fechar os postos para preservar a segurança dos cidadãos. Segundo a subprefeitura de Vila Mariana e Santo Amaro, existem pelo menos oito postos próximos ao aeroporto de Congonhas.

Para o subprefeito de Santo Amaro, Geraldo Mantovani, não há motivo para os donos de postos de preocuparem. Segundo ele, a Prefeitura não vai exigir o fechamento imediato dos estabelecimentos. “A legislação garante a permanência dos postos. O que será estudado são as condições de segurança, alvarás. Também será discutida a situação dos postos com a Aeronáutica.”

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo do Estado (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, disse que não vê lógica em uma fiscalização intensa nos postos em Congonhas. “Não conheço legislação que faça os postos, que estão regulares, saírem dali. Se isso ocorrer, será uma atitude arbitrária da Prefeitura.” Gouveia disse que “dentro de Congonhas tem milhões litros de combustível em caminhões, em tanques. Isso é bem mais perigoso.”

A Aeronáutica foi procurada três vezes pelo JT, mas não retornou os contatos. A assessoria do prefeito não confirmou se haverá mudanças no plano de zoneamento da região, que hoje autoriza postos de combustíveis no bairro.

Edson Leite de Oliveira, gerente de um posto na região, lembrou que o avião caiu ao lado de um posto de gasolina que não explodiu. Segundo ele, o tanque que armazena combustível tem vedação própria para impedir explosões, conforme manda a lei. “Tudo que é para segurança é válido. O chato é que só pensam em fiscalizar quando há uma tragédia”, disse Jackson Silva Bezerra, gerente de outro posto.



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