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Na farmácia, é fácil comprar: não precisa mostrar receita
Nos postos, é necessário preencher protocolo
Se nos postos de saúde os interessados nas pílulas do dia seguinte precisam preencher um protocolo, conversar com médico e só depois retirar o remédio de graça, nas farmácias a compra é feita sem o menor questionamento. Nos últimos dois dias, a reportagem visitou 10 estabelecimentos farmacêuticos da Capital e, em apenas um, o balconista orientou sobre os problemas do freqüente o uso da pílula.
Para adquirir o medicamento não é preciso apresentar receita médica. “Os proprietários das farmácias não fazem a abordagem certa”, disse Jairo de Souza, presidente do Conselho Federal de Farmácias. “A melhor forma de conseguir informação correta é conversar com o farmacêutico, não com o balconista.”
Para a médica Albertina Takeuti, este comportamento dos funcionários das farmácias influencia o uso deturpado da pílula. “Sou totalmente a favor. Mas é preciso ter claro que este deve ser o último recurso.”
No início do ano, o Conselho Federal de Medicina aprovou resolução liberando os médicos para que indiquem a pílula do dia seguinte como método anticoncepcional de emergência. Na última semana, foi a vez do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sair na defesa do medicamento. “Mas nada substitui a importância da camisinha”, disse Júlio Mayer, coordenador da Prefeitura.
7 mil PÍLULAS de emergência são distribuídas por mês na rede municipal. Só recebe quem fala com o médico e assina um protocolo
SAIBA MAIS SOBRE A PÍLULA A pílula do dia seguinte é composta por altas dosagens de hormônio. O uso pode provocar efeitos colaterais como vômito, dor de cabeça e alterações do ciclo menstrual
Caso seja usada freqüentemente, a eficácia da pílula diminui. O corpo passa a não responder à dosagem de hormônio
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