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Artesp justifica as diferenças nos reajustes
A Artesp justifica que a diferença entre o aumento oficial (4,39%) - índice aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios - e o reajuste que o consumidor vai realmente sentir no bolso - que pode chegar a até 26,31% - é conseqüência da forma como o aumento é calculado.
Cada praça de pedágio efetua a cobrança de um trecho rodoviário denominado Trecho de Cobertura do Pedágio (TCP), que é multiplicado pela tarifa quilométrica. O resultado do cálculo é arredondado na segunda casa decimal. Daí tem-se o valor da nova tarifa. Mas, no bolso do consumidor esse porcentual pode variar por conta do arredondamento que é feito.
Nos casos de ajustes muito acima dos 4,39%, como na praça de São Roque, na Rodovia Raposo Tavares (26,31%), o aumento foi devido a uma duplicação de 12,3 quilômetros, entre o km 34 e o km 46,3. Já na Rodovia Ermênio de Oliveira Penteado, na praça de Indaiatuba, a justificativa para a alta de 16,92% na tarifa se deve a incorporação de mais 7,9 quilômetros ao trecho. Ou seja, a tarifa que antes cobria 62,5 quilômetros passa a 70,5.
Os arredondamentos também foram os responsáveis por manter inalterados os preços cobrados nos pedágios de São João da Boa Vista, na SP 344, em Sorocaba, na SP 75 e em Diadema e Batistini, na Rodovia dos Imigrantes. A Artesp informou ainda que o reajuste dos pedágios foi calculado de acordo com a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) entre junho de 2006 e maio de 2007.
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