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Sábado, 2 junho de 2007   edições anteriores
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  'Integridade, você tem ou não'

Empresário e apresentador de ‘Aprendiz 4’ desabafa sobre demissões de quinta e se diz aliviado

Thaís Kuzman, thais.kuzman@grupoestado.com.br

Depois de demitir dois dos candidatos mais fortes de Aprendiz 4 - O Sócio na última quinta-feira, o empresário e apresentador Roberto Justus continua chocado com a sugestão de suborno aos fiscais da Prefeitura dada por Eduardo Franklin, um dos eliminados. Ele acredita, entretanto, que o triste episódio serve de lição aos concorrentes e dá um bom exemplo para o País.

Jornal da Tarde - Como você recebeu a notícia de que o Franklin cogitava subornar fiscais para evitar com a Prefeitura?

Roberto Justus - Foi um choque, pois os dois candidatos que foram eliminados (Eduardo Franklin e Edson Raymundi) não são pessoas de má índole. Além disso, antes de entrar no programa, todos os candidatos foram bem analisados. O Eduardo, por exemplo, é um cara inteligente, que provavelmente seria um dos finalistas. Mas todo o grupo me decepcionou, pois eles deveriam ter se revoltado com a idéia. Fiquei absolutamente estupefato de ver gente que chegou até onde chegou perder a vergonha.

Você acredita que a decisão de demitir os dois concorrentes terá reflexos sobre o grupo?

Foi uma grande lição para todos. Eu gravei com a equipe hoje (sexta-feira) e eles ainda estão bastante chocados com o ocorrido. Agora é bola para frente, pois os dois mereciam sair do ‘Aprendiz’. Estou tranqüilo e feliz por ter tomado essa decisão. Poderia ter deixado o líder (Raymundi), ouvido suas desculpas, mas não quis. Uma pessoa de bem sabe que apesar das dificuldades tem que vencer na vida sem esse tipo de subterfúgios.

Qual foi a repercussão das demissões com o público?

Recebi centenas de e-mails falando sobre o caso, parabenizando minha decisão, mas não me acho merecedor desses louvores. É engraçado que no Brasil o que deveria ser comum, agir dentro da linha, é motivo para festa. Mas eu não fui desumano em nenhum momento, porque não quero queimar os caras, acabar com a carreira deles. Só que não se pode fazer qualquer coisa pela vitória. Afinal, integridade você tem ou não tem. E foi muito importante para o programa tratar esse tema, que apareceu naturalmente.

Apesar do problema, como você vê o andamento do reality?

Estou adorando o andamento do programa. Nós crescemos muito, a produção e a edição estão melhores, as provas mais difíceis e o nível dos candidatos é muito mais alto neste formato. Além disso a audiência está bárbara. Na quinta-feira mesmo, voltamos a ficar em primeiro lugar, o que é gratificante.

No lançamento do programa, você frisou que estava nervoso. Como você se sente agora?

Desta vez, a responsabilidade é maior, pois a sociedade é um casamento. Estou investindo não só financeiramente, mas em uma história, porque essa pessoa vai tocar o negócio. Por exemplo, imagine se um dos meninos desse caso ( da corrupção) se tornassem meus sócios. Será que eu teria problemas como o da prova para lidar? É claro que quando o programa acaba, começa a vida real é ai que eu vou conversar e me acertar com esse sócio direito.



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