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Peixe sem coração
Excesso de confiança minou o time da Vila
Luiz Antônio Prosperi, luiz.prosperi@grupoestado.com.br
O Santos jogou com excesso de confiança quando deveria ter tido mais coração. Esperou por um erro do adversário, mas quem cometeu dois erros fatais foi o próprio time. O São Caetano, um especialista em recolher as migalhas do inimigo, não teve nenhuma falha. E deu o bote na hora certa. Venceu por 2 a 0 e agora embala a rede enquanto o adversário se mata para reverter a desvantagem. Isso mesmo. O Santos, para ser campeão, tem de vencer no mínimo por dois gols de diferença, domingo, dia 6, no Morumbi. Empate e até uma derrota por um gol dá ao São Caetano o título de campeão paulista. Papéis invertidos no segundo e decisivo jogo.
Este é o preço que o time de Vanderlei Luxemburgo terá de pagar para levar a taça. E se o preço subiu, a culpa é do próprio Santos que abusou da autoconfiança.
Tudo começou quando sofreu um gol inesperado, aos oito minutos do primeiro tempo. O esticão de Ademir Sopa, lá do seu campo,chegou até Luiz Henrique entre os desavisados zagueiros Adaílton e Antônio Carlos. Luiz Henrique aproveitou e conferiu: 1 a 0.
Gol do Azulão e nada de o time santista reagir. Em vez de aumentar a pressão, tocou a bola como se o empate viesse de uma forma natural. Não deu em nada. No segundo tempo, Luxemburgo voltou com Pedrinho no lugar do lateral Dênis e Jonas na vaga de Tabata. E foi atrás do empate a todo custo.
Martelou, cruzou bolas na área, teve grande chance com Jonas, mas nada de gol. O São Caetano continuou fiel ao estilo humilde de origem, humilde até o final. E saiu premiado com o erro de Fábio Costa, aos 34, que fez pênalti em Marcelinho. Somália bateu e garantiu a boa vantagem ao Azulão. O título se avizinha do ABC.
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