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Política na televisão. À moda de Clodovil
O apresentador mais afiado da TV brasileira estréia na TVJB na noite de 22 de abril à frente do programa ‘Por Excelência’. Entre os assuntos abordados, cultura, moda e... política
MARC TAWIL, m.t@grupoestado.com.br
Ele vai voltar. Com estréia prevista para o domingo 22 de abril na nova TVJB, Por Excelência, o novo programa do deputado federal Clodovil Hernandes (PTC-SP) é sua primeira experiência televisiva desde que foi demitido da Rede TV!, dois anos atrás. A grande aposta é um quadro sobre política, em que o deputado promete explorar um lado pouco conhecido dos colegas: o humano.
JT - Como é retornar à TV após tanto tempo?
Clodovil - Não sei se faz tanto tempo assim. Na verdade não registrei, ou melhor, não registraram. Não me pagaram até hoje. A TV brasileira não tem respeito pelo artista. Tem respeito pela amante: são todas seleiros de mulheres que trabalham deitadas e descansam em pé. Aqueles que me mandaram embora estão arrependidíssimos.
Existe alguma diferença entre o ‘Por Excelência’ e os programas que o senhor apresentou em outras emissoras?
Haverá uma diferença grande: ele vai falar de política para o povo e será apresentado por alguém que sabe o que é amor ao semelhante. E vamos sempre destrinchar fatos políticos da semana. A TV aberta não abre espaço para defesa dessas pessoas. Muitos deputados nem sempre estão envolvidos em escândalos, nem sempre são culpados. Os telespectadores também querem saber o que fazem fora do gabinete, como são suas vidas e famílias.
Algum colega já demonstrou medo de ser entrevistado?
Tudo que é falado de forma educada é respondido de forma educada. Não tenho nem nunca tive medo de perguntar. Mas tenho respeito e sei o que eu posso e não posso. Não existe pergunta grosseira e sim resposta grosseira. O ouvido é sujo.
O convívio com os políticos o surpreendeu? Achou que fosse ser assim?
Antes de eu vir, conversei com o cantor Agnaldo Timóteo. Ele me disse: ‘Você vai encontrar gente ruim, boa e generosa também’. E foi isso que aconteceu. É claro que é um convívio ainda superficial, afinal são apenas dois meses.
Seu programa é na hora do Fantástico?
Sim, aos domingos, ao vivo, das 20h às 22h. A TVJB não tem a intenção de concorrer com ninguém. Vai fazer uma televisão com caráter - o que não posso dizer de outras.
Qual vai ser o teor das entrevistas?
Sempre para o bem, meu querido. Viver é um ato político. Quero levar pessoas que possam vir a ser minhas colegas no futuro, que tenham capacidade e amor pelo País.
A reforma de seu gabinete está pronta. Ficou feliz com o resultado?
Claro, foi um gabinete que eu decorei, colorido, com pedras brasileiras, quadros e sofás com o brasão da República. E não ‘cheio de qué qué qué e tooodo rosa’, como vinham dizendo por aí.
O pé da mesa é uma Naja. Tem nome?
Chama-se Marta. E antes que você me pergunte se é a Marta Suplicy, te respondo que pode ser qualquer Marta. Até a Marta Rocha.
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