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Quinta-feira, 18 janeiro de 2007   edições anteriores
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  MPE e polícia querem a área 'preservada'

Objetivo é garantir que não haja destruição e inutilização das provas fundamentais para a elucidação das causas do acidente. Empreiteiros estão impedidos de dar andamento à obra

RITA MAGALHÃES, rita.magalhaes@grupoestado.com.br

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil requisitaram ao Consórcio Via Amarela que, tão logo todas as vítimas sejam resgatadas, a área do desabamento seja completamente preservada até que todas as perícias sejam realizadas no canteiro de obras do Metrô. O objetivo é garantir que não haja destruição e inutilização das provas fundamentais para a elucidação das causas do acidente.

Enquanto a área estiver preservada, os empreiteiros estão impedidos de dar andamento à obra. Se desobedecerem, serão processados por fraude processual, cuja pena varia de 1 a 4 anos, podendo ser até dobrada.

A solicitação para que os empreiteiros mantenham as obras paradas até o fim do trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística e engenheiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi decidida em reunião realizada à tarde entre os delegados Dejair Rodrigues, chefe da 3ª Seccional, Ricardo Afonso Rodrigues, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG), o promotor criminal José Carlos Blat e dois peritos do Instituto de Criminalística.

O JT apurou que a idéia inicial era requisitar a preservação judicial (interdição) do canteiro local, mas depois, por orientação de engenheiros do Instituto de Criminalística e geólogos do Ministério Público, chegou-se à conclusão que a melhor saída, e a mais rápida, seria manter os técnicos do Consórcio Via Amarela por perto, acompanhando as perícias e até auxiliando os técnicos e engenheiros do Instituto de Criminalística e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)nas perícias.

'A preservação judicial é uma medida dura. Chegamos à conclusão de que, antes de tomar medidas de embargo, tenhamos esse plano de metodologia e recuperação do túnel e do poço para garantirmos a realização da perícia', afirmou José Carlos Blat.

Negligência

Enquanto os técnicos apuram as causas do desabamento, a força-tarefa do MP e Polícia Civil vai tentar identificar os responsáveis. 'Se tem o fato de que houve erro na execução da obra ou erro na execução de projeto. Algo aconteceu que denota negligência. O fato material nós temos, precisamos achar, agora, os autores', disse Blat.

A partir de hoje, Dejair e Blat começam a tomar depoimentos da população sobre os transtornos provocados pelas obras e as medidas tomadas para saná-los.



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