| |
Ausência de pessoal também nas creches
Falta de professores para crianças e adolescentes já é um problema sério. Agora imagine bebês, como esses da foto acima, que não podem ficar no pátio ou voltar para casa sozinhos. Pois também para os pequenos faltam educadores nos Centros de Educação Infantil (CEIs), as creches da Prefeitura.
Nessas instituições, em vez de substitutos que assumem as salas de aula quando o titular está ausente, há os chamados volantes. Eles funcionam como ajudantes de várias salas ao mesmo tempo, auxiliam quando todo mundo começa a chorar, quando uma das 'tias' está fazendo a troca da fralda ou até quando alguém precisa ir ao banheiro acompanhado.
Atualmente, no entanto, a administração municipal prevê apenas dois volantes por turno para CEIs com até 15 salas e quatro para os que têm mais classes. Com o alto número de licenças, é muito comum todos os volantes assumirem salas e não sobrar ninguém para ajudar. Muitas vezes, as turmas de professores faltantes têm de ser redistribuídas em outros grupos. 'Dos professores de desenvolvimento infantil, 99% são mulheres, a maioria jovem. O número de grávidas é altíssimo', lembra o presidente do Sinpeem, Cláudio Fonseca.
Mas como mandar um bebê de volta para casa? No CEI Vila Carmosina, em Itaquera, Zona Leste, as mães esperam todos os dias para ver se as crianças vão mesmo ter com quem ficar. A secretária Rosemeire Alcântara, mãe de Luca, 2 anos, foi informada de que a escola não poderia ficar com ele quatro vezes neste ano. 'Nesse caso, deixo com a minha irmã', conta.
A irmã dela, Andréia Pereira dos Santos, também tem uma menina de 2 anos, Júlia, que está na mesma turma de Luca. 'Eu nem espero eles me dizerem que não dá para ficar com ela. Se a professora não for, eu já trago de volta porque não quero que ela vá para outra sala lotada e fique sem atenção.'
|