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Catedral lotada em beatificação
Cerca de 5 mil fiéis foram à Sé para celebrar o beato espanhol que viveu 51 anos no Brasil
Adriana Dias Lopes, adriana.diaslopes@grupoestado.com.br
A Catedral da Sé acolheu ontem a beatificação do padre espanhol agostiniano Mariano de La Mata Aparício, a primeira realizada no Estado. Cerca de 5 mil fiéis seguiram a missa de duas horas e meia. O rito foi comandado pelo cardeal português José Saraiva Martins, prefeito da Congregação das Causas dos Santos e representante do papa.
Estavam no altar d. Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo recém-nomeado para presidir a Congregação para o Clero, em Roma; d. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e d. Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico - cargo que equivale a embaixador do Vaticano no Brasil.
Num ritual elegante, o cardeal Saraiva, representante do Vaticano, fez a leitura da Carta Apostólica, aceitando o pedido do arcebispo. D. Cláudio, então, agradeceu ao papa 'por ter proclamado beato o venerável servo de Deus, Mariano de la Mata Aparício'.
O prefeito Gilberto Kassab (PFL) estava lá, na primeira fila, até mesmo mais bem localizado que o garoto João Paulo Polotto, razão do milagre atribuído a Mariano.
Hoje com 16 anos, ele sofreu um acidente gravíssimo em abril de 1996, em Barra Bonita, 280 km de São Paulo. Na época com 6 anos, ele foi atropelado por um caminhão e sofreu fratura do crânio. Foi internado com parada respiratória e hemorragia cerebral. Padres do Colégio Agostiniano São José, de São José do Rio Preto, onde o beato viveu por muitos anos e também onde morava Palotto, pediram em orações, com os alunos, ajuda ao religioso. Dez dias depois, o menino já era visto na rua, andando de patins, sem nenhuma seqüela.
O beato viveu 51 anos no Brasil. Nasceu em Palencia, Espanha, em 1905, e chegou ao Brasil em 1931. Primeiro, foi para Taquaritinga, onde foi vigário paroquial e capelão do colégio das Irmãs Agostinianas Missionárias. Depois, passou por São José do Rio Preto e, por fim, foi transferido para São Paulo, onde morreu em 1983, de câncer no abdome.
Os agostinianos da paróquia mandaram fazer em Milão uma réplica do corpo de Mariano, que será exposta hoje aos fiéis, junto aos restos mortais, enterrados na Igreja Santo Agostinho.
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