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Advogados entram com processo nos EUA
É 1ª ação em favor de famílias
Bruno Tavares, bruno.tavares@grupoestado.com.br
Os advogados americanos Mike Eidson e Manuel von Ribbeck, que representam vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro, ingressam hoje na corte de Chicago, nos EUA, com o primeiro processo em favor das famílias.
Em princípio, as ações serão movidas só contra a Boeing, fabricante do avião; a Honeywell, empresa responsável pelo desenvolvimento das antenas anticolisão (TCAS, na sigla em inglês) das duas aeronaves envolvidas na colisão; e a ExcelAire, proprietária do jato Legacy.
Além do processo, os advogados também iniciarão, nos próximos dias, uma investigação paralela sobre as causas do acidente.
Com a ajuda do perito Max Vermij, ex-funcionário da TSB, a agência canadense que tem feito a leitura das caixas-pretas do jato Legacy e do Boeing. Os defensores pretendem simular em computador o exato momento do choque.
“Vamos usar todos os dados disponíveis, desde o conteúdo das caixas-pretas dos dois aviões até os registros de satélite”, diz Ribbeck.
Para o advogado, porém, o registro de voz da caixa-preta do Legacy (Cockpit Voice Recorder) e os depoimentos dos pilotos americanos, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, são peças fundamentais no processo. “Se ficar comprovado que o alarme anticolisão do jato não soou antes do acidente ficará mais fácil provar que a fabricante dos TCAS também é responsável por essa tragédia”, explica Ribbeck.
Embora ainda não tenha incluído o controle de tráfego aéreo brasileiro entre os réus, o advogado adianta que poderá acioná-lo no processo, conforme o andamento das investigações. O escritório também não descarta abrir um processo contra a Embraer, fabricante do Legacy.
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