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Guerra fria esquenta o clima
>Treinadores não queriam liberar a escalação antecipada, e só divulgaram a lista com os times em campo
ALFREDO LUIZ FILHO, , alfredo.filho@grupoestado.com.br
A guerra fria entre Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo durou até a entrada das equipes de São Paulo e Santos no gramado da Vila Belmiro. Ninguém queria saber de divulgar a escalação antes do rival. Resultado: as formações oficiais só foram conhecidas em cima da hora, com as duas equipes dentro de campo.
'Esse é um direito que eu tenho. As tevês ficam me dando porrada só para gerar caracteres, mas isso aí é bom pra dar assunto até o time entrar em campo. E outra coisa: o árbitro, que é o único de direito que precisa saber, foi avisado', disparou Luxemburgo, sem dó.
As dúvidas do treinador santista se restringiam à defesa e ao meio-de-campo. No gol, Fábio Costa confirmou seu retorno logo no aquecimento. Quando o Santos entrou no gramado, Luxa surpreendeu com o meio-de-campo recheado de jogadores e apenas um atacante de ofício (Reinaldo).
Do lado tricolor, Muricy não ficou atrás. Não deu pistas ao rival, que disse ser 'o melhor treinador do País' na véspera do confronto.
Sem Souza e Aloísio (suspensos), o comandante são-paulino apostou no zagueiro André Dias e no meia Lenílson, improvisado no ataque. Essa sim foi a maior surpresa do clássico. Thiago e Alex Dias, atacantes de ofício, ficaram no banco. O jovem Edgar, que pintava como uma possível aposta, sequer ficou entre os reservas.
'Terá muita gente no meio-campo, o jogo será decidido nesse setor na minha opinião. E o Leandro e Lenílson vão jogar mais avançados', explicou Muricy.
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