estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Quinta-feira, 21 setembro de 2006   edições anteriores
CIDADE
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Justiça manda Eletropaulo reduzir energia de torre

Juiz alega risco por causa de radiação

LAURA DINIZ, laura.diniz@grupoestado.com.br

Técnicos da AES Eletropaulo estão quebrando a cabeça para cumprir uma sentença do juiz Clávio Kenji Adati, da 20ª Vara Cível, sem deixar vários bairros nobres da Capital às escuras. Num processo que discute o possível efeito cancerígeno da exposição prolongada a campos eletromagnéticos, Adati optou pela cautela máxima e ordenou uma redução drástica no campo emitido pela linha de transmissão Pirituba-Bandeirantes - que serve bairros como Pinheiros, Perdizes e Morumbi -, para preservar a saúde dos moradores da Zona Oeste da Capital.

A linha gera quase 10 microtesla de radiação eletromagnética, produzida a partir da passagem da energia elétrica pelos cabos de alta tensão. Adati adotou o padrão suíço e ordenou que a Eletropaulo diminua a emissão para 1 microtesla, medido a uma altura de 1,5 metro do solo. Em caso de descumprimento, multa diária de R$ 500 mil. Segundo o juiz, a Comissão Internacional de Proteção contra a Radiação Não Ionizante, da Organização Mundial da Saúde, prevê 83,3 microtesla como limite máximo.

A Eletropaulo afirmou que estuda mecanismos para baixar a radiação sem reduzir a energia que passa pela linha, de modo a não prejudicar a distribuição. A empresa, que estuda recorrer da sentença, disse que as linhas na Capital emitem de 10 a 35 microtesla.

'Uma das soluções é aterrar a rede. Custa caro, mas funciona', disse o diretor urbanístico da Sociedade Amigos do Bairro City Boaçava, Sérgio Giannini. A decisão do juiz se deu em ação civil pública impetrada por essa associação e pela Sociedade Amigos de Alto de Pinheiros contra a Eletropaulo, há anos, quando a empresa construía novas torres na região.

O padrão de segurança adotado pelo juiz é 'o mais rigoroso que existe', afirma o físico Celso Pereira Braz, do Instituto de Eletromagnética e Energia da USP. 'É improcedente afirmar que existe o risco. Entre centenas de estudos, em vários países do mundo, nenhum comprovou isso', diz o professor da Unicamp Sérgio Mühlen.



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.