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Posto foi de R$ 0,46 a R$ 1,2 mi
Giba Marson (PV) é o campeão em crescimento patrimonial na Assembléia: nominal e porcentual. Ele diz que é "injusta" a sua colocação no ranking calculado pela reportagem. Segundo o deputado, a variação acima da média é fruto de uma "distorção" na declaração de bens enviada ao TRE em 2002.
Pelo documento, em posse do JT, o parlamentar alegava ter dois postos de combustível: o Giba Autoposto Ltda. e o APS 20 de Agosto Ltda. O valor das empresas, no entanto, estava errado. Um estava avaliado em R$ 0,46 e, o outro, em R$ 10,9.
"São firmas antigas, de mais de 30 anos, que foram sofrendo deflação ao longo dos anos. Não tinha obrigação de atualizar, coisa que fiz neste ano sem problemas", diz.
Realmente, como mostram os demonstrativos de 2006, os postos foram bem valorizados. O primeiro, hoje, está cotado em R$ 1,2 milhão. O segundo, em R$ 900 mil.
A manobra adotada por Marson, na opinião de contadores entrevistados pelo JT, estaria contra a Lei 9.249, que em 1995 já determinava: "fica revogada a correção monetária das demonstrações financeiras". Os especialistas foram insistentes em avisar que uma análise conclusiva seria possível apenas com a verificação completa do Imposto de Renda do parlamentar - documentos não fornecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Mas os R$ 2,1 milhões que apareceram na conta de Marson - "por causa dos postos" - não seriam suficientes para tirá-lo da lista dos que mais enriqueceram durante o mandato na Assembléia. Descontando a "distorção", o deputado do PV ficaria na segunda posição do ranking, tanto na evolução porcentual - seu patrimônio cresceu 423% - quanto na valorização nominal de seus bens: aumento de R$ 2,6 milhões.
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