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Hezbollah revela: recebeu dinheiro da Argentina
Dinheiro foi enviado tanto por muçulmanos com por cristãos. Líderes da comunidade árabe na Argentina alegam que ajuda foi só para reconstrução
Um dos líderes políticos do Hezbollah afirmou que as milícias xiitas recebem dinheiro da Argentina, e criticou a decisão do governo Kirchner de não participar da força de paz da ONU que está sendo estacionada no sul do Líbano. Representantes da comunidade árabe na Argentina alegam que o dinheiro é destinado apenas à reconstrução do Líbano. Durante um mês, o país foi castigado pelo bombardeios dos israelenses, que lutavam contra o Hezbollah no sul.
A revelação sobre o financiamento argentino foi feita por Muafak Hammal durante uma entrevista ao jornal La Nacion. O Hezbollah recebe "muito dinheiro" do Irã, como afirmam os EUA, mas também "de todos os países onde há muçulmanos". Professor de literatura, Hammal foi além, e disse que o dinheiro que vem da Argentina não é enviado apenas por muçulmanos.
"Ele vem também de cristãos comprometidos com o Líbano". Tido como um dos homens de confiança do líder das milícias, Sayyed Nasrallah, Hammal se negou a falar em cifras, mas garantiu que a guerra travada contra Israel tornou as milícias do Hezbollah "muito mais populares".
Questionado sobre a decisão de Néstor Kirchner, de não integrar as forças de paz da ONU, Hammal se disse surpreso. "Eu gostaria de saber o por que a Argentina se negar a enviar tropas. Talvez não queira se envolver em um conflito tão delicado quanto este", ponderou.
'Dinheiro para reconstrução'
Porém, Hammal afirmou que a decisão da Argentina era previsível, pois os "países da América Latina não costumam ir contra os EUA".
Alguns dirigentes de entidades libanesas na Argentina afirmaram não acreditar na existência no país de pessoas que financiem o Hezbollah, embora tenham admitido a possibilidade de existirem partidários da organização xiita.
Já o vice-presidente da Confederação de Entidades Argentino-Árabes, Riberto Ahuad, garantiu que o dinheiro enviado do país está destinado à "reconstrução" da infra-estrutura libanesa destruída por Israel. "O Hezbollah têm muitos anos de vida, e começou como um grupo de ajuda assistencial", disse.
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