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Colecionador de salsa
Cansado da música pop, Humberto Siles, no alto dos seus 14 anos, começou a fuçar o armário de vinis do seu pai, um trompetista e diretor de orquestra de ritmos caribenhos. Gostou tanto do que ouviu que, naquele momento, decidiu que a salsa e o merengue o acompanhariam pelo resto de sua vida. "É um ritmo rico que motiva alegria e sensibilidade para qualquer um que escutar", diz. Se soa como exagero, é por que você ainda não conheceu a coleção de 20 mil músicas caribenhas que Siles tem.
Distribuídas em 1 mil CDs, 80 fitas de vídeo, 80 DVDs e arquivos de MP3 em seu computador, elas têm uma utilidade além de entreter o dono: Siles é DJ na casa cubana Azucar (Rua Dr. Mário Ferraz, 423, Itaim Bibi). "Todo este arsenal veio de 25 anos de pesquisa", conta. Apesar de trabalhar todos os dias com as músicas caribenhas, Siles não se cansa de escutá-las. "Até mesmo nos meus momentos de lazer boto um sonzinho latino", afirma. O DJ usa todo o período da tarde para procurar por novidades pela internet e, quem diria, organizar toda a coleção. "É sempre um desafio as colocar em ordem", revela. "Chego a passar até quatro horas envolvido com isso." O acervo gigantesco de Siles é uma referência para comunidade adoradora de músicas latinas. "Fui convidado para tocar no Congresso Mundial de Salsa", conta.
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