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Quarta-feira, 9 agosto de 2006   edições anteriores
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  Policiais militares voltam a multar

Corporação retoma e amplia convênio com a CET, interrompido em 2002, após a extinção do CPTran. Agora, os 24 mil policiais da Cidade podem autuar motoristas

CAMILLA RIGI, camila.rigi@grupoestado.com.br

Poucos motoristas devem ter notado, mas a Polícia Militar voltou a multar na Capital. A retomada do trabalho em conjunto com a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET)foi regulamentada em convênio firmado em maio. A parceria permite que todos os policiais que atuam na Cidade (um efetivo de 24 mil homens, segundo a corporação) façam abordagens e apliquem multas para qualquer tipo de infração de trânsito. "Antes, por exemplo, ficava a cargo da Municipalidade fiscalizar os estacionamentos proibidos e a ultrapassagem de semáforos. Agora, além dos marronzinhos, os policiais também podem fazer isso", disse o gerente de Operações da CET, Adauto Martinez.

Até maio, havia uma divisão de tarefas. Os agentes da CET ficavam com as multas de infrações de via, como rodízio, estacionamento proibido, uso de celular ao volante e desrespeito ao sinal vermelho. A Polícia Militar, por sua vez, fiscalizava a documentação do veículo e do motorista.

Segundo o presidente da Companhia, Roberto Scaringela, a mudança significa a retomada de um trabalho que tinha sido extinto junto com o fim do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), em 2002. "Nós não podemos parar um carro para checar o licenciamento, mas a polícia pode. Por isso, é importante esse trabalho em parceria", afirmou.

A intenção da CET é organizar de forma mais ágil e com maior freqüência blitze com a participação dos dois órgãos. Antes do convênio, para os marronzinhos terem apoio da PM, era necessário enviar ofício com a requisição.

Outra atribuição que era de exclusividade da polícia, a fiscalização do transporte de cargas perigosas, também poderá contar com o apoio da Prefeitura. Juntos eles poderão averiguar se, além da documentação e condições de transporte dos produtos, as leis municipais estão sendo respeitadas.

A PM não informou o número de autuações desse período.



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