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Quarta-feira, 9 agosto de 2006   edições anteriores
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  Ao tetra, São Paulo!

Tricolor inicia hoje, contra o Inter, às 21h45, no Morumbi, sua caminhada para a conquista de seu quarto título da Copa Libertadores

LUÍS AUGUSTO SÍMON, luis.simon@grupoestado.com.br

O 13º título brasileiro da Copa Libertadores da América começa a ser definido hoje, a partir das 21h45, no Morumbi. De um lado, o São Paulo, que disputa a competição pela 11ª vez e chega à sua sexta final, lutando pelo quarto título, depois de vencer em 1992, 1993 e no ano passado.

O adversário é o Inter, menos glorioso quando se fala de conquistas internacionais. Volta à Libertadores depois de 13 anos. É sua sexta participação. O melhor resultado foi o vice-campeonato de 1980, vencido pelo Nacional do Uruguai, quando o Uruguai ainda tinha futebol.

Apresentados os concorrentes, é necessário dizer que a vantagem é do Inter. Pequena, mínima e até injusta, por haver feito a melhor campanha. Decide em casa, na próxima quarta-feira. Só isso.

Na final, não há mais a vantagem para quem faz mais gols no campo adversário, em caso de resultados iguais nos dois jogos. Se isso acontecer, haverá prorrogação de 30 minutos e, em caso de continuar a igualdade, pênaltis decidirão o campeão da 46ª edição da Libertadores.

Não é uma surpresa a disputa entre São Paulo e Inter. "Quem entende um pouco de futebol sabe, desde o começo, que esses dois clubes deveriam estar na final", diz Muricy Ramalho, referindo-se ao Inter que dirigiu no ano passado - e classificou para a Libertadores - e ao São Paulo, que assumiu em 2006.

Os dois mantiveram a base do ano passado e se reforçaram com novas contratações. São times sólidos, equilibrados e com fome de títulos. O São Paulo, por ser algo comum em sua história na Libertadores e o Inter para evitar a fama de clube que perde nas decisões. Nada dói mais do que ser chamado de "Nacional" pelos inimigos do Grêmio, bicampeão da Libertadores.

Uma dessas dolorosas derrotas foi em 1989, contra o Olímpia, quando foi eliminado pelo clube do Paraguai. O técnico era Abel Braga, o mesmo de hoje.

Se há tanta igualdade entre os dois títulos, é inegável que o São Paulo tem melhores condições técnicas. Rogério Ceni, pelo momento que vive e pela identidade com o clube, é um fator que pesa. E a bola sai da defesa para o ataque com mais fluência e com menos sobressaltos. Mérito para Josué e Mineiro, melhores do que Fabinho e Edinho, volantes que apenas marcam e sofrem com o passe.

Pelo menos hoje o São Paulo terá Ricardo Oliveira, também um diferencial, mesmo quando a comparação é com a revelação Rafael Sóbis.

O Inter é melhor na bola parada. Jorge Vagner está cobrando faltas muito bem. E os cruzamentos que chegam a Fernandão, pelo alto, são perigosos. Como as cobranças de falta de Rogério Ceni.

Há duas certezas sobre o jogo. Vai ser a maior renda da história da Libertadores, com mais de 70 mil pessoas no estádio.

E vai ser um típico jogo de Libertadores. Com tudo o que isso significa, para o bem e para o mal. Jogos peleados, como dizem os gaúchos, jogos em que a emoção não está apenas na beleza da jogada. Em Libertadores, torcida bate palma até para chutão.



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