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Segunda-feira, 7 agosto de 2006   edições anteriores
ECONOMIA
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  Kia quer ter imagem de sofisticação

José Luis Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e da Abeiva

CARLOS GUIMARÃES, carlos.guimaraes@grupoestado.com.br

José Luis Gandini fundou a Kia Motors do Brasil em junho de 1992. Além de presidir a empresa ele acumula a função de presidente da Abeiva, associação que reúne as marcas que não têm fábrica no País.

Gandini falou ao JC sobre alguns planos da marca coreana, que está passando por uma nova fase no Brasil, mais focada no público acostumado a comprar modelos importados de luxo.



Como está a questão da construção da fábrica da Kia no Brasil?


O projeto de fabricação do utilitário Bongo no País está engavetado. Isso porque as taxas e tributações mudam muito. A redução dos impostos para importação de peças acabou de ser aprovada novamente, mas é válida somente por dois anos, o que torna inviável uma operação de longo prazo por aqui. Portanto, em virtude dessas mudanças constantes na legislação decidimos suspender temporariamente a idéia de construir uma fábrica no Brasil. Se o País entrar numa nova fase mais estável podemos voltar a pensar nisso.

Como a marca pretende sobreviver no País sem a van Besta, que deixou de ser produzida?

Estamos reformulando toda nossa rede de concessionárias. Encaramos 2006 como o ano da virada. Temos de mudar de comportamento. Contratamos novos executivos e temos que mudar a imagem da empresa no País. Vamos deixar de ser uma marca que vende utilitários para nos tornar uma fabricante de modelos sofisticados e que tem como clientes pessoas com alto poder aquisitivo. Teremos um estande no Salão do Automóvel e estaremos em eventos de prestígio, como o Festival de Gramado (RS).



Quantas concessionárias da marca existem hoje e qual é o plano de expansão para os próximos anos?


Atualmente são 56 pontos, sendo que 12 deles estão sendo substituídos. Outras 14 estão em processo de nomeação, sendo quatro em São Paulo, devidamente aparelhadas, com oficina e mecânicos treinados. Pretendemos chegar a 55 concessionárias até o final de 2008 .



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