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Dia difícil de respirar
CAMILLA RIGI, camilla.rigi@grupoestado.com.br
O paulistano se assustou na manhã de ontem com a irritação e o forte cheiro de gás, que foi causado por um acidente. Um caminhão tombou por volta das 4h de ontem, na Marginal do Pinheiros, a 100 metros da Estação Pinheiros da CPTM, na Zona Oeste de São Paulo. E o forte impacto pôde ser notado até o fim da manhã a muitos quilômetros de distância e até em outras cidades.
Não era apenas o trânsito complicado, no sentido Castelo Branco, mas o forte cheiro do gás butil mercaptano, que vazou de dois dos dez cilindros que estavam sendo transportados pela carreta e se espalhou por um raio de 8 quilômetros do local. Pelo menos 40 pessoas se sentiram mal e foram atendidas em hospitais e prontos-socorros da região.
Cheiro na Av. Paulista
O cheiro do gás se dissipou rapidamente pela Cidade e pôde ser sentido na região da Avenida Paulista e em municípios vizinhos, como Taboão da Serra e Embu. O odor do gás, muito parecido com o de enxofre e acrescentado posteriormente ao gás de cozinha para que se note facilmente qualquer vazamento, causou náuseas e dores de cabeça nas pessoas que estavam mais próximas do local.
Pista interditada
Nem Corpo de Bombeiros nem Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) puderam afirmar o que realmente provocou a queda da carga de dez cilindros do gás na pista. "É possível que o motorista tenha perdido o controle do veículo", indicou o capitão dos bombeiros, Rogério Longato. O motorista, Fernando Gomes da Silva, foi levado ao Hospital das Clínicas e não quis falar com a imprensa. "Ele me disse que havia um desnível na pista", disse o representante da empresa Arquema Química Limitada, dona do produto, Antônio Carlos. No entanto, os técnicos da companhia ressaltaram que não há nenhuma falha na pista naquele trecho.
A pista expressa ficou interditada das 5 horas às 8h30, pois havia risco de explosão. Até os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tiveram de parar de funcionar, prejudicando os usuários do sistema. As 10 horas, o índice de congestionamento chegou a 126 quilômetros na Capital, bem acima da média para o horário, que é de 37 quilômetros. O trânsito na pista expressa só foi liberado totalmente por volta das 11h30.
A CET deverá cobrar cerca de R$ 50 mil pelo trabalho de limpeza do local, conforme prevê um decreto municipal de janeiro deste ano. A carga, importada da França, chegou ao Porto de Santos e estava sendo transportada para Rio Claro, no interior do Estado. A investigação do acidente será feita pela Delegacia de Crimes Ambientais.
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