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Amor de balcão
A data mais romântica do ano cai em uma segunda-feira. Tudo bem que o dia não é dos melhores, mas aproveite para conhecer nove casais que não se contentaram em compartilhar o mesmo teto e passaram a dividir também o local de trabalho.
FÁBIO GALIB
É ela quem põe a mão na massa. Literalmente
Luiz Antônio Sampaio administra o balcão e Mônica cuida da cozinha. E assim o casal vai tocando o Bar e a Cantina do Magrão, no Ipiranga. “É legal trabalhar com ela”, diz Sampaio, o ‘Magrão’. “A gente bebe e descansa juntos.” Casados desde 1989, os dois eram amigos de bairro. “Começamos batendo papo, e estamos até hoje”, afirma. “Não sei se o bar daria certo sem ela, seria uma bagunça total.”
R. Agostinho Gomes, 2.988, Ipiranga, 6161-6649.
Ele veio para ficar dois dias, mas conheceu Helena
Há 45 anos, o siciliano Salvatore Morici veio ao Brasil para passar dois dias. Resolveu ficar um pouco mais, e acabou conhecendo Helena em uma festa. Namoraram, se casaram e, há cinco anos, quando ele se aposentou como jornalista, abriram o Taormina, rotisseria que virou ‘ristorante siciliano’. Helena admite que às vezes “sai faisquinha” entre os dois, mas é taxativa: “Casamento e trabalho não se misturam”.
R. Peixoto Gomide, 1.395, Cerqueira César, 3253-6276.
Uma história de amor que acabou em... Acarajé
Eles se conheceram em uma festa. Ele era de Pindamonhangaba. Ela, de São Paulo. No início a moça não deu bola, mas acabou caindo nas graças do moço. A história de amor de Ricardo Gil, autônomo, e Luísa Saliba, publicitária, acabou em acarajé. Juntos desde 1982, abriram há quatro anos a lanchonete Rota do Acarajé. “Toda semana ele me traz flores”, revela Luísa. R. Martim Francisco, 529, Sta. Cecília, 3668-6222.
Ele só dá trabalho. E ela nem reclama
No Santa Coxinha, o trabalho se divide assim: Matusa fica no balcão, servindo clientes e bolando quitutes malucos - como a coxinha de estrogonofe de frango -, e Irene, na cozinha, desenvolve as invencionices do marido. Amigos de colégio, eles estão juntos há 23 anos e dizem que não há como separar trabalho e casamento. “Ele é meu porto seguro”, derrete-se Irene.
Av. Prof. Luís Inácio de Anhaia Melo, 2.140, Vila Prudente, 6347-3229.
Entre cafés e obras de arte, dois eternos namorados
Wilma e Carlos Uint se dizem eternos namorados. São quase 60 anos juntos, 51 deles casados. “Todo Dia dos Namorados a gente janta fora, ou faz uma comida especial”, conta Carlos. Há poucos meses eles administram um café dentro da Rarebit, galeria de arte da filha deles, Mônica. Se existe algum segredo para esta longevidade? “Amor, cumplicidade e, acima de tudo, respeito”, sentencia Wilma.
R. Melo Alves, 360, Jd. Paulista, 3081-4350.
Primeiro foi em Ibiza, mas agora será no trabalho
A comemoração deste ano vai ser no trabalho. Jean-Thomas Bernardini e Denise vão passar o Dia dos Namorados no cinema Reserva Cultural, onde será inaugurada uma livraria nesta data. Bem diferente da primeira celebração, em Ibiza, na Espanha. “O importante é ficar com ela”, garante Bernardini. “Estamos juntos há vinte anos, e cada vez é diferente”, completa ela.
Av. Paulista, 900, Cerqueira César, 3287-7858.
Cinqüenta anos sob o mesmo teto e sobre o mesmo balcão
Dona Idalina se diverte quando lembra da época em que o ‘portuguesinho’ da mercearia vinha puxar papo quando ela passava. Isso foi na década de 1950, e o rapaz em questão era Luiz Fernandes. Os dois se casaram, e, anos mais tarde, transformaram a vendinha no Bar do Luiz Fernandes. O lugar mantém aquele clima de velho botequim, e serve um famoso bolinho de bacalhau. “Ela sempre esteve comigo”, afirma Luiz, orgulhoso.
R. Augusto Tolle, 610, Mandaqui, 6976-3556.
Um relacionamento que vem de bar em bar
A paulistana Taís Aires morava em Paris quando conheceu o francês Laurent em um bar. Casaram, vieram para o Brasil e inauguraram o L’Aperô. “É bom trabalharmos juntos. Confiamos 100% um no outro, e temos liberdade para discutir qualquer probleminha”, comenta Taís, que está com Laurent há quatro anos. “Mas a partir do momento em que fechamos a porta do L’Aperô, não se fala mais nisso.”
R. Mourato Coelho, 1.343, V. Madalena, 3814-2445.
Em vez de aprender a confeitar, ela trouxe o confeiteiro
Jully Katagiri estudava Economia quando largou tudo e foi para o Japão aperfeiçoar-se em confeitaria. “Nem fiz o curso, trouxe logo o confeiteiro para cá”, brinca ela, mencionando Shinobu Sasaki, o marido que conheceu lá. Isso foi há nove anos. Hoje o casal comanda a doceria Premier Cake, ele na cozinha e ela no caixa. “Essa convivência é um pouco complicada, mas ao mesmo tempo é muito bom ter alguém ao lado em quem se possa confiar.”
Al. Campinas, 1.289, Jd. Paulista, 3889-9405.
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