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Festival de rock entre altos e baixos
Evento reúne mais de 4 mil pessoas em fazenda, no interior de São Paulo. Supergrass, Nação Zumbi e Mission of Burma fizeram a alegria do público
MARCO BEZZI
marco.bezzi@grupoestado.com.br
A debandada geral após a apresentação do Supergrass deixava claro o que as mais de 4 mil pessoas foram fazer em Atibaia. Quando o relógio apontava 0h50, com quase duas horas de atraso, o quarteto inglês entrou no palco e apaziguou a ansiedade de quem enfrentou os 60 Km que separavam o local da cidade de São Paulo. Um cenário distinto de quando o Montage abriu o festival, às 15h. Naquele ato, 300 gatos pingados reconheciam o terreno, o que não preocupava a organização, já que 2.500 ingressos já haviam sido vendidos. Uma das reclamações de quem esteve no Campari Rock foi a falta de sinalização para se chegar ao local - duas placas com a frase "Show de Rock" tentavam guiar os carros, já que a Dersa havia proibido as sinalizações na Fernão Dias. Outra queixa era sobre as filas gigantescas para se comprar um cachorro-quente de R$ 6 ou beber um simples copo d'água. A chuva, que lavou a grama durante os competentes shows do Mission of Burma e Nação Zumbi e após o Ira! abusar do rock'n'roll, refrescou o público. Já o Supergrass tocou por pouco mais de uma hora e mostrou que os 10 anos que o grupo levou para voltar ao Brasil fez com que toda a fúria adolescente, dos anos 90, fosse substituída por momentos de violão, piano e baladas para os namorados. Em resumo, a 2ª edição do festival, com cara de Reading caipira, provou que, com retoques na estrutura, tem tudo para entrar no rol dos bons eventos realizados no País.
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