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Discurso não salva ministro de degola, diz oposição
O discurso do ministro Antonio Palocci, pedindo serenidade no debate político e justificando seu silêncio "para preservar a instituição" não comoveu a oposição. Líderes do PSDB e PFL avaliam que não há discurso que salve Palocci da degola. E deixam claro que não aliviarão a pressão para ele sair do governo e dar explicações sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
"Se ele tivesse credibilidade, podia acreditar em suas palavras. Mas isso ele já perdeu há muito, pois ficou comprovado que vem mentindo", disse o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ). "Chega de Palocci e chega de mentira", emendou o líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA). O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), e o líder do partido, José Agripino (RN), só concordam com o ministro quando ele diz que a crise política não cria problema à economia. Bornhausen insistiu na cobrança de esclarecimentos sobre a situação de Palocci.
Mas o tom do discurso do ministro agradou aos empresários presentes ontem à posse do novo Conselho de Administração da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). A impressão é que ele fica no cargo. Palocci foi aplaudido por boa parte dos 500 convidados.
"O ministro confirmou o que todos esperavam, que a parte política está totalmente separada da econômica e que não se pode misturar coisas pessoais com política", disse Hélio Magalhães, presidente da American Express do Brasil e do Conselho da Amcham.
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