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Sábado, 25 março de 2006   edições anteriores
Política
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  Deboche e arrependimento

Após a 'dança da pizza' e saravaida de críticas, Ângela Guadagnin (PT) pediu desculpas:

"Não quis tripudiar"

O líder do PDT no Senado, Jefferson Péres, vê "completa falta de decoro" na atitude da deputada Ângela Guadagnin (PT-SP), que sambou na Câmara para comemorar absolvição de João Magno (PT-MG). "Enquanto a deputada samba, a ética dança. Enquanto ela saracoteia, o País balança". Ele disse que nunca mais vai esquecer aquilo e afirmou que "o Brasil hoje é um País podre".

Defensora dos petistas denunciados no escândalo do mensalão, Ângela se arrependeu. "Não faria de novo." Em São José dos Campos, onde foi prefeita, alegou que "estava só comemorando o fato de que seria a primeira a dar um abraço" no colega.

Magno (que recebeu R$ 425 mil das contas de Marcos Valério, acusado de ser operador do mensalão) foi 7º mensaleiro a se livrar da cassação.

"Não saí dançando", disse ela. "Foi manifestação de alegria por meu amigo não ter sido cassado." Ela pediu desculpas. "Que me perdoe quem encarou como deboche. Agi com coração. Não quis tripudiar."

"Lamentável", disse o ex-prefeito Paulo Maluf (PP). "Aquilo ali é a imagem que Ângela tem de si mesma, foi a verdadeira boba da corte", opinou o economista Paulo de Tarso Venceslau, expulso do PT após denunciar o caso CPEM. "Foi um vexame, estamos ruborizados de vergonha da defensora dos mensaleiros", disse o advogado Luiz Costa, do diretório do PSDB em São José dos Campos. Para o prefeito José Serra, a reação da deputada é sinal do risco de desmoralização do Congresso.



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