A Justiça dos EUA condenou uma mulher de 37 anos, que se casou com um garoto de 15 - colega de seu filho -, a nove meses de prisão. Caso ela mantenha relações com qualquer criança que não seja seu filho, terá a pena dobrada.
O escândalo envolvendo Lisa Lynnette e o garoto, cujo nome não foi revelado, começou em 2005, no Estado da Geórgia, quando ele freqüentava a casa dela para fazer trabalhos de escola com o amigo de classe. Ao ficar evidente o caso Lisa e o amigo de seu filho, a família do garoto foi à polícia.
Em segredo, Lisa e o rapaz se casaram no final de outubro. Para tanto, utilizaram uma lei estadual, de 1962, que permite o casamento de menores caso a pessoa envolvida na questão esteja grávida. A Justiça suspeita que o rapaz e ela sejam os pais de um bebê de um mês.
Em novembro, ela acabou sendo presa sob acusação de sedução de menores. Revoltado, o rapaz fugiu de casa por dias e foi localizado pela família em Cleveland.
A sentença contra Lisa saiu anteontem. Além da prisão, o juiz determinou que ela seja proibida de ter qualquer tipo de relação com seu marido até que ele complete 17 anos. Caso contrário poderá ser condenada a 20 anos de cadeia.
Judy Hayles, avó do menor, afirmou que o neto planeja pedir divórcio e pretende procurar um psicólogo. Mas os advogados de Lisa dizem que o garoto ama a mulher e pretende viver com ela no futuro.
Seja como for, o caso levou os juristas da Geórgia a estudar a criação de uma nova lei que proíba o casamento entre menores de 16 anos sem permissão da Justiça.
Em agosto de 2005, uma professora americana de educação física, de 28 anos, também foi condenada a nove meses na cadeia: manteve relações sexuais com um aluno de 13 anos. Ela admitiu o crime para não ser punida com pena maior.
Pamela Rogers, descrita pela polícia do Tennessee (sul do país) como "uma loira sublime", reconheceu haver feito sexo com um aluno, cujo nome não foi revelado. As relações - segundo ela, quatro - foram praticadas na sala de aula, na casa dela e na casa dele.
Os pais do menor a haviam hospedado em casa porque ela passava por uma crise com seu marido. "Eles (os pais) não tinham a menor idéia do que acontecia. Confiavam plenamente nela, pensavam que a professora queria fazer de seu filho um grande jogador de basquete", afirmou então um agente policial.
A professora admitiu o crime para se livrar de uma condenação maior, que poderia variar entre 2 a 16 anos de prisão.
O juiz, porém, a proibiu de dar aulas durante os próximos 8 anos. Pamela também foi proibida de dar entrevistas ou de ganhar dinheiro com sua história.