A criação de faixa exclusiva para motoqueiros pode ser mais eficiente do que as outras armas da CET para evitar acidentes. O órgão dispõe de pouca munição: multa e campanha educativa.
"Eles explodiram de repente", diz a gerente de segurança do órgão, Nancy Schneider. Ela integra um grupo que estuda se é possível multar motos que andam pelos corredores entre os carros (o código de trânsito não é específico, nesse caso). Também estuda melhorar a fixação da placa das motos. Hoje, os motoqueiros suspendem a placa, ao passar por um radar. Ou a cobrem com a mão. A placa, por isso, pode ficar maior. Também se estuda colocar placa na frente da moto (só existe a de trás).
Quanto a campanhas, nas Marginais há faixas pedindo que motoristas e motoqueiros sinalizem antes de mudar de faixa. E que estes andem na mesma velocidade dos carros. "Quando o trânsito está lento e eles passam correndo, é muito perigoso", diz Nancy. "Estamos dando prioridade a este assunto, (motoboys) mas ele é muito amplo."
Em outra frente, o diretor do Departamento de Transportes Coletivos, DTP, Paulo José Lourenço da Silva, diz que a investida contra as cerca de 2 mil empresas irregulares de motoboys já atraiu 812 delas para regularização. E 25.107 motoboys já têm o alvará ( o condumoto) que lhes permite exercer a profissão.
Para ter o alvará, os motoqueiros precisam fazer curso de dez horas (R$ 15), ter baú na moto, proteção para as pernas e colete de proteção.
Os motoboys dizem que o colete é caro. Aldemir Martins, o Alemão, do Sindmoto, o sindicato dos motoboys, diz que não. O sindicato está cuidando de contratos para propaganda no colete, o que absorveria os custos. "Há uma parte de motoboys que não quer se regularizar porque acha que terá despesas de até R$ 1 mil. Mas não é nada disso. O que há é boato."