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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
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Ponte dos Remédios é liberada

Categoria: Transporte, Trânsito

FELIPE TAU
A Ponte dos Remédios, na zona oeste de São Paulo, teve a abertura adiantada e um dia e está totalmente liberada para o tráfego desde as 16h28 de ontem, seis meses depois de ser interditada por causa do desabamento da calçada e da mureta de proteção. A estrutura da pista sentido Vila Leopoldina caiu no Rio Tietê em novembro e precisou ser refeita. Segundo a Prefeitura, o acidente foi causado por um erro de construção.
O desabamento aconteceu na madrugada de 23 de novembro. Despencaram cerca de 30 metros do elevado, que liga a Vila Leopoldina, na zona oeste, a Osasco, na Grande São Paulo. No dia 30 de março, um operário da reforma morreu ao cair de um andaime.
Desde a interdição, a ponte vinha funcionando apenas com as faixas do sentido Osasco, usadas de maneira reversível com destino à Vila Leopoldina em certos horários. O resultado foram congestionamentos no entorno.
Com a liberação, quem utiliza a ponte no dia a dia espera sofrer menos a partir desta semana. “Vinha gastando o triplo do tempo de casa ao trabalhoâ€, disse o relações públicas Bruno Galdino, de 28 anos, que passa pelo elevado às 8h. Ele contou que estava levando até uma hora entre o bairro dos Remédios e a Lapa, contra os 20 minutos habituais.
Quem mora em Osasco e trabalha na capital, como atendente Edna Souza, de 49 anos, também estava sendo prejudicado. “Saio às 4h15 de casa e, mesmo assim, meu ônibus ficava 20 minutos parada na ponteâ€, disse ela, que durante a semana trabalha na Alameda Barão de Limeira, no centro.
No mesmo dia do desabamento, a Prefeitura contratou, em caráter emergencial e sem licitação, a empresa Este Reestrutura Engenharia Ltda., por aproximadamente R$ 8,7 milhões. O superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Regis Gehlen Oliveira, disse, em entrevista à rádio Estadão ESPN, que o muro da passagem de pedestres caiu por um “erro construtivoâ€.
O trecho que ruiu não tinha a armação de aço completa. Segundo ele, o trabalho demorou porque foi preciso refazer toda a calçada, que poderia ter a mesma falha.
A Ponte dos Remédios volta a ter hoje faixa reversível sentido Lapa das 6h às 9h, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As linhas de ônibus retomarão seus itinerários e veículos de carga poderão transitar nos dois sentidos em horário integral. ::

Quadrilhas atacam em garagem de shopping

Categoria: Violência

CAMILLA HADDAD

As quadrilhas especializadas em sequestros relâmpagos estão agindo em estacionamentos de shoppings e supermercados de São Paulo. Os assaltantes aproveitam a distração das vítimas para praticar os crimes. “São locais com uma falsa sensação de segurançaâ€, afirma o delegado Alberto Matheus Júnior, titular da 3.ª Delegacia Antissequestro Relâmpago.
Dados da polícia mostram que, nos últimos cinco meses, dos 250 casos de sequestros relâmpagos registrados pela delegacia, 41 foram cometidos na região do 11.º Distrito Policial (Santo Amaro), zona sul da capital – 38 deles em estacionamentos de centros de compras. A área de atuação dos bandidos inclui garagens nas imediações das avenidas Roque Petroni Junior, Vereador José Diniz e Nações Unidas (veja quadro).
A polícia identificou três quadrilhas que agem no bairro. Uma quarta foi desmantelada no mês passado, com a prisão da “gangue das loirasâ€, que cercava mulheres idosas em estacionamentos de shoppings de luxo. “O criminoso vai procurar facilidade. A zona sul tem grandes shoppings e lojas, além de alto poder aquisitivo, o que atrai os criminososâ€, afirmou delegado. “E eles andam bem arrumados, sem causar suspeitas.â€
Segundo Matheus Júnior, para agir nos centros comerciais, os ladrões escolhem quem atacar de acordo com o volume de sacolas e objetos ostentados. Mulheres sozinhas em carros são as preferidas. Mas há casos com homens. Em 18 de janeiro, por exemplo, um jovem foi cercado, às 22h30, quando entrava no carro, após sair de um shopping da região. Ele foi libertado duas horas depois, na Rua Alexandre Dumas.
“Sinceramente, não tomo tantos cuidados. Me sinto mais seguro aqui do que se parasse na rua e não me preocupo tantoâ€, disse o administrador Roberto Castro, 41 anos, que estava no estacionamento de um shopping da zona sul na sexta-feira. Ele nunca foi assaltado, mas conhece amigos que foram rendidos ano passado em um mercado da mesma região.
Especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello lembrou que estacionamentos registravam furtos de carros e estepes e, agora, têm sido alvo para sequestros de curta duração. “Shoppings têm orientado a segurança a convidar quem fica esperando alguém sozinho dentro do carro a aguardar fora do veículo, em lugar movimentadoâ€, afirmou. “É para minimizar os riscos.â€
O capitão da PM Cleodato Moises disse que ladrões preferem locais com maior concentração de comércio para atacar. “Eles sabem que nesses lugares as pessoas têm um cartão para gastar.†Em supermercados, a situação é a mesma. “Ali, as pessoas também vão colocar as compras no carro e podem estar distraídas.â€
A Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings negou que tenha havido uma onda de sequestros. A entidade informou que ocorreram, no máximo, dois ou três casos. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) disse que somente os mercados podem comentar o assunto.
O MorumbiShopping, que está na rota de ação das quadrilhas, informou que, diante do aumento de casos, vem intensificando os cuidados e adequando os procedimentos de segurança. O Shopping Vila Olímpia, por questão de segurança, não comentou o assunto. O SP Market não retornou os contatos da reportagem.  ::

Suspensa há 2 anos, vacina da raiva volta hoje

Categoria: Animais

 A campanha de vacinação antirrábica, suspensa há quase dois anos em São Paulo, será retomada hoje. Em agosto de 2010, o Estado interrompeu a ação após relatos de mortes e efeitos colaterais graves em animais vacinados, situação revelada na época pelo Jornal da Tarde. Dois meses depois, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação no País todo. Em 2011 não houve campanhas em São Paulo porque o Ministério da Saúde não chegou a distribuir as vacinas para o Estado.
Na avaliação do Governo, São Paulo não era uma das áreas de risco e outros Estados foram priorizados. Em janeiro, contudo, o JT revelou o caso de um gato que morreu após contrair raiva. A doença não era encontrada em animais domésticos na capital havia quase 30 anos. Segundo a proprietária do gato, a artesã Izabel da Cruz, de 50 anos, que vive em Moema, na zona sul, o animal morreu em outubro, mas apenas em dezembro ficaram prontos os laudos dos exames que confirmaram a doença.
Neste ano, houve ainda um caso de raiva em um cão no interior do Estado. O vírus, presente na saliva do animal infectado, penetra no corpo via pele ou mucosas, por meio de mordedura, arranhões ou lambedura. “A adesão à campanha é importante para que a doença permaneça sob controle. Todos os cães e gatos com mais de três meses de idade devem receber a vacinaâ€, diz a médica veterinária Ana Cláudia Furlan Mori, gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São Paulo.
Serviço gratuito
Uma das preocupações da campanha deste ano, segundo Ana Cláudia, é tranquilizar os donos de animais em relação à segurança da vacina. A expectativa é de que 1,2 milhão de pets sejam vacinados até o final da ação, no dia 3. A cidade terá 2.064 postos volantes, sendo 17 fixos (veja ao lado). O ideal é que cães e gatos sejam vacinados todos os anos, já que a vacina confere imunidade contra a doença por um período limitado.
O serviço é gratuito e o proprietário deve transportar seu animal de forma adequada: cães dóceis poderão usar apenas coleira e guia, e os mais agressivos devem usar focinheira. Gatos precisam ser levados em caixas de transporte apropriadas, para evitar fugas e acidentes.
Ao ser mordido ou arranhado, o ideal é lavar o local com água e sabão e procurar um posto de saúde. Se o dono for desconhecido, é indicado também entrar em contato com o CCZ (%  3397-8900). Se transmitida ao homem, a patologia quase sempre leva à morte. ::

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Facebook ajuda a encontrar desaparecidos

Categoria: Segurança

 

LUÃSA ALCALDE

Uma sofrida contagem do tempo inicia-se assim que o sumiço de um parente é notado. Quem busca familiares soma de cabeça os minutos, dias, meses e os anos do desaparecimento. Em 2011, 23 mil pessoas sumiram no Estado, segundo dados da Polícia Civil. E 19 mil foram localizadas ou voltaram para casa espontaneamente.

Na tentativa de acabar com a dor o mais rápido possível, cada vez mais pessoas têm recorrido às redes sociais para localizar o familiar. “O aviso de sumiço é quase instantâneo, o que aumenta a chance de reencontroâ€, afirma a presidente da ONG Mães da Sé, Ivanise Espiridião da Silva. Há 16 anos à frente da entidade que reúne parentes de pessoas desaparecidas, ela diz que o site da entidade já levou à localização de pelo menos oito pessoas.

A família do metalúrgico Renan Alípio Fogaça, de 22 anos, só o encontrou internado em um hospital após divulgar o desaparecimento no Facebook. Na época, há sete meses, houve mais de 100 mil compartilhamentos do post com a foto dele. O rapaz – baleado por assaltantes – morreu no hospital.

Já as buscas da família da socióloga Fátima Abou Mahmaoud, de 27 anos, tiveram um final feliz com a ajuda do Facebook. Antes de procurar a polícia, ela postou a foto do irmão, Omar Abou Mahmoud, de 28 anos, na rede social. A imagem se espalhou. Teve 10 mil compartilhamentos. O rapaz sumiu no dia 7 e foi encontrado no dia 13, Dia das Mães, graças à pista passada por um internauta. “Hoje em dia, todo mundo está o tempo todo onlineâ€, diz.

“Sempre ouvi dizer que a polícia orienta a esperar 48 horas para registrar o desaparecimentoâ€, diz Fátima. “Por isso, e por desespero, decidimos primeiro postar a foto deleâ€, conta. O rapaz sumiu às 9h. Apenas à noite Fátima foi à delegacia do bairro, no Jardim Miriam.

“Ao contrário do que eu imaginava, o registro foi feito na horaâ€, conta. Mas quem encontrou o irmão de Fátima foi ela mesma. A socióloga resolveu conferir a informação passada por um rapaz de Guarulhos, na Grande São Paulo, que havia visto o post dela.

“Ele contou que viu meu irmão entrando em um ônibus na Estação Armênia com destino a Arujá, na Grande São Paulo. Fiz o mesmo trajeto, falei com motoristas e cobradores. No ponto final, soube que assistentes sociais o haviam levado a um hospitalâ€. O rapaz estava sem documentos e os médicos já queriam transferi-lo para uma clínica psiquiátrica.

Para o advogado Ariel de Castro Alves, especialista da área de infância, causas como o desaparecimento de pessoas evocam grande solidariedade. “São assuntos que comovem, principalmente quando os sumidos são crianças e adolescentesâ€, diz. Mas ele alerta que as postagens precisam ser confirmadas para não alimentar a disseminação de fatos irreais.

O especialista em marketing digital Gabriel Rossi também recomenda cautela. “É bom ver que tipo de post a pessoa publica, se já publicou outros semelhantes e se ela se mostra crívelâ€, avisa. Para quem vai pedir ajuda pelo Facebook, ele sugere criar textos curtos, diretos, que peguem pela emoção. E que deem um direcionamento, indicando, por exemplo, telefones de contato.

Colaborou Gislaine Gutierre

Macha da Maconha para trânsito

Categoria: Sem categoria

FELIPE TAU
“Arroz, feijão, maconha e educação!â€, pedia ontem a Marcha da Maconha, realizada na região da Avenida Paulista. O movimento, pregando mais uma vez a legalização da droga, chegou a parar o trânsito na região mas terminou sem nenhum incidente. Ao contrário do ano passado, quando manifestantes e Polícia Militar entraram em confronto, ninguém foi preso e tudo correu de forma pacífica.
Segundo a PM, cerca de 2 mil pessoas participaram do ato, o primeiro a ser realizado na cidade de São Paulo desde a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes partiram do vão livre do Masp às 16h20 e terminaram a caminhada na Praça da República, às 18h25. De acordo com os organizadores, teriam sido 10 mil pessoas.
A PM esteve com 250 homens, 12 carros e 50 motos no local, escoltando a passeata até o fim. Durante a passagem da marcha, o trânsito na Avenida Paulista, com três faixas ocupadas, e na Rua Augusta, totalmente ocupada, chegou a parar.
O público era formado principalmente por jovens e adolescentes, mas também era possível ver famílias com crianças pequenas, como a da pintora Luciana Maia, de 38 anos. Acompanhada do filho Ian, de 3 anos, ela passeava pela Paulista e resolveu acompanhar a concentração. “Não vejo problema em trazer ele. A gente ressalta que faz mal para a saúde e que ele não deve usarâ€, diz ela, usuária há 15 anos.
Parte dos frequentadores foi atraída pelas atividades anteriores à marcha, cuja concentração foi às 12h30. Antes da partida, houve aula do professor de História Henrique Carneiro, da Universidade de São Paulo (USP), do juiz José Henrique Torres e do jornalista Denis Russo.
A banda RZO também se apresentou. Artistas e palestrantes pediram ao público para não fumar durante a passeata e não provocar a PM. O capitão Genival Antonio, responsável pelo policiamento no local, circulou pelo Masp falando com os participantes um a um, reforçando o recado.
Ainda assim, alguns acenderam um baseado no meio da multidão e também entoaram um “Ei polícia, maconha é uma delíciaâ€. A piada ocorreu também por meio das roupas, com pessoas vestidas de “homem-maconha†e um baseado cenográfico gigante, com mais de 5 metros.
No final, tanto o capitão Genival quanto os organizadores saíram satisfeitos do ato. A jornalista Gabriela Mancau, de 22 anos, da organização do evento, o classificou como um “sucessoâ€. “Esse ano a gente está conseguindo mostrar que o debate da legalização diz respeito a usuários, a não usuáriosâ€, disse ela. Amanhã, ocorrerão marchas em outras cinco cidades do País. ::

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